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A mostrar mensagens de 2011

Uma não tão pequena introdução ao LaTeX2e

Aqui há cem anos traduzi um pequeno manual de LaTeX, coordenado por Tobias Oetiker. Esse pequeno manual de LaTeX tem vindo a crescer de tempos a tempos, e a versão actual já vai com mais de 140 páginas, e já inclui introduções a tópicos menos comuns como xeLaTeX, Beamer ou pgf/TikZ. Tenho mantido a versão PDF da tradução disponível de forma gratuita na minha página pessoal (e continua a estar) mas também preparei uma versão para ser vendida impressa através do site lulu.com (cliquem na capa e serão redireccionados). Infelizmente o lulu.com não imprime em Portugal, e os livros vêm de França (salvo erro) o que implica um acréscimo ao custo de impressão. Por esse razão, encomendei 25, e com o que poupei nos portes (e na quantidade) consigo vendê-los em Portugal a 8 euro (preço do lulu.com) mas sem os portes. Assim, se alguém estiver interessado em adquirir um, é mandar-me um e-mail, ou contactar-me de algum modo. Se for possível uma entrega presencial, tanto melhor. Caso contrário, ...

Todo o burro come palha...

  Já os antigos diziam, que Todo o burro come palha, a questão é saber dar-lha . Pois cada vez concordo mais com este provérbio, e cada vez mais o vejo a ser aplicado a as mais diversas áreas. A típica, é quando alguém não gosta de determinada comida. Com um bocado de engenho, é possível cozinhar de uma forma diferente, juntando ingredientes de que essa pessoa gosta, e conseguir que ele a coma. Às vezes nem é preciso muito, basta a aparência. Lembro-me de um convidado estrangeiro que era vegetariano, e que pediu um Pudim Abade de Priscos. Pois, ninguém foi capaz de lhe dizer que aquilo tinha gordura de Porco. A verdade é que comeu, gostou, repetiu. Mas no caso concreto que me leva a escrever este post ainda não tinha visto este provérbio a ser aplicado. Não é que um autor (engenhoso, pelo menos pela ideia, já que não li o livro) pegou na célebre história "Viagens na Minha Terra" de Almeida Garrett, e a reescreveu com... vampiros! Sim, é verdade. A juventude nos dias...

Os Pilares da Terra (Ken Follett) - Vol I

É certo que a história é apenas uma, e que a divisão em volumes é puramente funcional (tornar possível a impressão e encadernação do livro), e não como, por exemplo, O Senhor dos Anéis em que, embora a história continue, cada livro tem um final minimamente estanque. Mas para não vos deixar tanto tempo à espera, preferi apresentar aqui uma pequena revisão do primeiro volume de Os Pilares da Terra , uma obra em dois volumes de Ken Follett , publicado em Portugal pela Editorial Presença. A história é referente à idade média, e portanto, considerável com romance histórico. Romance neste contexto, apenas porque em Portugal é típico denominar por Romance toda a literatura. Claro que existe romance, mas a percentagem relativa ao resto da história não é suficiente para que se denomine (a meu ver) a obra como romance puro e duro. O livro está muito bem escrito. Não estou a ler a versão original, como vêm pela capa, mas a versão traduzida. Não posso dizer de que modo a escrita de Ken Fol...

O não querer vender Português

Cada vez me convenço mais que Portugal não vai para a frente não só por culpa dos políticos (em geral), que tendem a meter mais ao bolso do que a trabalhar, mas também porque o típico Português não tem visão (ou então tenho-me deparado com demasiados ceguetas...). Já não é a primeira vez que vou a uma vending machine , típicas agora em quase todas as universidades e institutos politécnicos portugueses, que não tem troco. Habitualmente, esta situação não acontece ao fim do dia, mas sempre pouco depois do horário do funcionário ir recarregar a máquina, e levantar o dinheiro. Não sei se já alguma vez viram como é que o mealheiro destas máquinas funciona. Existem várias pilhas, uma para cada tipo de moeda aceite. Estas pilhas enchem, e as moedas nelas presentes são usadas para dar troco. Por baixo das pilhas, existe um recipiente, onde as moedas são depositadas, todas ao molho, quando as pilhas de troco estão cheias. Ora, os funcionários têm a mania de querer ganhar tudo de uma vez...

Fade Out... ou a falta de capacidades musicais

Uma coisa que me enerva profundamente são as músicas que terminam em fade out . O refrão (ou outra parte da música) é repetido vezes sem conta, cada vez com menos intensidade. Do meu ponto de vista, isto mostra uma grande falta de capacidade de composição musical. No final de uma música usam-se, habitualmente, cadências. Estas podem ser de diferentes tipos, mas fade out , não, não é música. É tratamento de ondas sonoras de forma computacional (sim, gostava de ver o cantor a fazer fade out por si só!).

Cai-Cai, não cai!.. ou cai?

Ora, como rapaz tarado que sou, é claro que tenho todo o prazer em ver miúdas com Cai-Cai. Infelizmente, o nome desta peça de vestuário é contra-intuitiva, já que ao contrário do que parece, não cai. OK, é capaz de cair se o começarem a puxar, mas isso não é habitual. O que me enerva nas miúdas a usar Cai-Cai é que não se rendam ao facto de que o Cai-Cai parece que cai, mas não cai. Patético é usar um Cai-Cai e passar todo o tempo a puxá-lo para cima. Ou bem que se sentem bem com ele, ou não o usam. É a mesma coisa que usar decote (ou blusa desabotoada) e estar sempre a puxar para cima, ou a fechá-la. Se não querem mostrar, comprem roupa tapada. Agora, não façam fitas...

Edição estrutural de documentos XML sobre a Web

Aqui há tempos decidi colocar uma tradução que mantenho há anos, da introdução The Not So Short Introduction to LaTeX2e disponível em papel para compra, através do site lulu.com . Pouco depois, coloquei também disponíveis as minhas dissertações de mestrado e de doutoramento. Não obstante ao número reduzido de vendas (uma unidade de cada), gostei da iniciativa, e estou a tentar iniciar o processo de publicação de teses científicas na área das ciências da computação, a preço praticamente de custo (ou seja, trato da formatação, faço uma capa, e coloco à venda com um lucro mínimo de umas dezenas de cêntimos, mais para arredondar o preço do que para ganhar dinheiro). A ideia não é eu ganhar dinheiro com este processo, nem é fazer com que o autor da dita dissertação ganhe dinheiro com isso. Mas sim, tentar de alguma forma divulgar trabalhos que levaram anos a serem concluídos e que, habitualmente, vão para um repositório institucional e pouco mais atenção têm. A primeira dissertação q...

E agora?... compro um?

Já o defendi juntamente com várias pessoas. Se me saísse o Euromilhões (tipo primeiro prémio), até era provável que me desse ao luxo para comprar uma máquina, fosse um Porsche, fosse um Ferrari ou mesmo um Lamborghini (adorava experimentar um). Mas, voltando ao assunto com que iniciava, sempre defendi que não compraria um carro caro, como um Porsche (nem Jaguar, nem um Audi A n com um n maior que 3, etc). Não é um carro que seja talhado para o uso diário, não só pelos consumos, ou pelas estradas, nem mesmo pelas pequenas batidelas que por mais que queiramos, nem sempre conseguimos evitar. Para quê gastar um balúrdio num carro que irá mais dores de cabeça do que alegrias? O meu Ford Fiesta (já com 8 anos) ficou danificado logo ao sair da garagem, no primeiro dia nas minhas mãos (não, não foi aselhice minha). Embora na altura tenha ficado relativamente chateado, foi a maneira de não ter mais dores de cabeça. Mais um risco? Mais uma amassadela? Desde que tenha sido eu o culpado, con...

Vigésima nona edição!

Caríssimas editoras e livreiras, uma reedição de um livro não deve ser apenas uma reimpressão, com nova capa e nova tiragem. Deve ser vista como uma oportunidade de melhorarem um produto. Se ele vendeu ao ponto de precisarem de reeditar, é bom sinal. Mas não significa que o livro esteja perfeito, e cheio de erros. Se há coisa que me aborrece seriamente é estar a ler um livro na sua quinta ou nona edição, e que está semeado de erros ortográficos e tipográficos. Não me parece que fique tão caro pagar a um revisor para fazer uma leitura ao livro (assim como nós, vulgo leitores, detectamos erros, qualquer outro revisor irá detectar.. pelo menos alguns deles). E já ultrapassamos a era tipográfica em que uma prancha era caríssima. Estamos na era digital, e as alterações aos livros devem ser cada vez mais simples. Se não acreditam que um revisor possa encontrar os erros perdidos, criem páginas em que os leitores possam submeter erros encontrados. Acredito que a maioria não o faça, mas t...

A Farsa do Serviço Nacional de Saúde - Parte I

O nosso serviço nacional de saúde é uma farsa, e toda a gente sabe que assim é. Não me parece que tornar esta farsa pública adiante o que quer que seja. Mas não custa tentar. Nesta farsa, o episódio de hoje foca-se nas tomografias axial computorizadas, vulgarmente TAC. Não sei se sabem, mas supostamente o serviço nacional de saúde subsidia alguns exames, como radiografias, mamografias, ecografias e TAC. Infelizmente as ressonâncias magnéticas são por conta do utente. Mas tudo isto não passa de uma farsa. No Centro de Saúde de Vila Nova de Famalicão o médico de família diz abertamente que não pode prescrever TAC. Numa reunião, o responsável pelo Centro de Saúde instruiu os médicos de família que não podem fazer esse tipo de prescrição. Como não me parece que seja esse senhor a pagar do seu bolso estes exames, e como não será, também, o centro de saúde a pagá-lo, só poderá significar que o próprio serviço nacional de saúde instruiu os seus centros de saúde para não prescrever est...

A lutar, do sofá!

Vi este título no Público de hoje, e achei que devia comentar. Não porque o título esteja errado, ou qualquer coisa desse género, mas porque é típico dos chefes "lutarem" de sítios desconhecidos, em segurança, a gozar de uma vida rica e descansada, enquanto que os seus pobres homens perdem a vida, magoam-se, passam fome e dificuldades. Será que a vida é sempre assim? Já tínhamos o Osama Bin Laden nas mesmas circunstâncias. Por outro lado, será que podemos fazer um paralelismo com dirigentes dos países civilizados (por exemplo, o Obama) e as tropas deslocadas no fim do mundo? Possivelmente a solução para este mundo é lutarmos todos como os nossos líderes, sem nada fazer. Então, talvez haja paz...

São todos uns ases... do Português...

O primeiro de um "aviso" local, talvez mais desculpável (embora pouco). O segundo da publicidade da Chip 7, distribuída este domingo por todo o Portugal (e com o mesmo erro em várias páginas). Mas olhem ao que eu digo... mais quatro ou cinco anos e um novo acordo ortográfico irá dar-lhes razão.

Porto ou Benfica? Desde pequenino se torce o pepino...

 Ora, encontrei à venda uns livros de iniciação futebolística. Não os abri, nem me interessa o seu conteúdo. Mas é curioso olhar para as capas. Enquanto que no do Benfica se alegram com uma águia... Os do Porto alegram-se com uma taça. Acho muito bem que não se levantem falsas esperanças aos pobres miúdos...

Lego 8043 - Escavadora

Ando há algum tempo para escrever umas linhas sobre este conjunto Lego que comprei antes de férias. Não sei se sabem, mas sou doidinho por Lego e tenho de me controlar para não gastar dinheiro. Mas já não comprava um conjunto há dois anos, o que me levou a ser mais mãos largas. Além do mais, estava em promoção na Amazon. Este conjunto Technic tem de interessante o facto de ser motorizado e telecomandado (infravermelhos). Além disso tem umas novas peças que simulam bombas pneumáticas, mas que na verdade são mecânicas: um eixo é encaixado por baixo, e ao rodar um parafuso faz a bomba expandir-se ou encolher-se. Ahs, e é o meu primeiro conjunto com lagartas. Estes foram todos os factores que me levaram a escolher este conjunto e não outro. O que posso dizer sobre a montagem que não esteja bem explícito nas imagens que fui guardando da sua construção , é que o corpo do bicho é bastante sólido. Infelizmente o encaixe dos dois receptores infra-vermelhos é algo sensível. Existem muitos ...

Galão em TetraPack

Para aqueles que julgam que só escrevo a dizer mal das coisas, estão enganados. Desta vez, dar os parabéns à UCAL (parmalat?) pelo seu novo produto, Ucal São Lourenço, ou Ucal Galão. Disponível em embalagens de 1 litro ou de 25 cl (acho). Tal como as célebres garrafinhas de Ucal chocolate (o melhor leite achocolatado do meu ponto de vista), este Ucal Galão é divinal. O único problema (ou o principal problema) é o facto de ter demasiadas calorias para eu poder beber amiúde. Parabéns!

Água Luso... no Luso

Nestas férias estavam planeados 10 dias no INATEL do Luso. Infelizmente e por motivos familiares, tive de as cancelar a meio da estadia. Em todo o caso, deu para perceber porque é que este país, à beira mar planado, não tem como sair do buraco. Não vale a pena a Troika... parece estar entranhado no nosso Ser. Pois então explico a razão. No Luso, é suposto que se venda água Luso, certo? Até podia não ser o caso, mas a água servida ao almoço era Luso. Até aí tudo bem. Mas fui ao bar do dito INATEL e pedi uma garrafa de 50cl de água fresca. Tinha visto no preçário que seriam 90 cêntimos. Por si só, já se vê que é um roubo. Mas nem é isso que venho discutir. A emprega perguntou-me se queria uma garrafa de água Luso ou Vitális. Perante esta pergunta, e estando eu no Luso, nem reflecti a razão da pergunta, e disse que queria do Luso. Já tinha os 90 cêntimos em cima do balcão, mas a empregada disse: é um euro. Enquanto preparava a moeda de 1 euro para pagar, fui dizendo que no preçári...

Noite sobre as águas

A minha última leitura foi o meu primeiro livro deste autor (Ken Follett).  Não o comprei (requisitei numa biblioteca), e não o compraria, já que não tinha qualquer informação sobre o autor. A única coisa que me podia tentar é um extracto de um comentário sobre o livro publicado algures, e que diz que a obra é comparável ao Crime no Expresso Oriente, de Agatha Christie. Ora, eu ainda não li o Crime no Expresso Oriente (embora já o tenha comprado), mas pelo que conheço da obra de Agatha Christie, este Noite sobre as Águas deverá estar a milhas de distâncias. Nota importante, não acreditar nestes comentários que comparam obras. O mais certo é não corresponderem à verdade. Ora, a única semelhança que encontro, é que o Noite sobre as Águas descreve uma viagem, de Inglaterra para os Estados Unidos, no tempo em que essa viagem demorava mais de 24 horas; e imagino que o Crime no Expresso Oriente, descreva uma história que decorre durante a viagem do dito comboio. O livro não deixa d...

Nojice de jornalismo cor-de-rosa

A revista visão, que já devia ter juízo e deixar-se de jornalismo cor-de-rosa, tem na edição desta semana uma capa dedicada à morte já tão badalada (e peço desculpa por voltar a falar no caso) do cantor Angélico. Se já era mau falarem tanto de uma morte, como outra qualquer, sem prestarem o mínimo de respeito pelas pessoas que morreram com ele (sim, não sabem cantar mas são gente, que possivelmente até contribuíram mais para o país... quem sabe... afinal nem sei de quem estou a falar) ou outros tantos que já morreram neste planeta, pior é agora a reportagem da Visão intitulada A maldição da fama tentar defender que a morte foi causada por ele ser.. famoso. Primeiro, a morte não foi por ele ser famoso, mas por ser desmiolado (para não usar um termo mais forte que possa ferir susceptibilidades). Se ia em excesso de velocidade, com um carro que não era dele, sem cinto de segurança... tudo porque... é famoso?... já ouvi desculpas melhores! Segundo, porque se foi maldição da fama, porque m...

Cacoo... fail!

O Cacoo é uma ferramenta gira. É pena ser flash, mas aguenta-se. O que não se aguenta é que tenham a lata de me colocar um avatar não escolhido por mim. Eu sei que tenho as orelhas grandes, mas não é preciso exagerar... e depois, uma colega minha... com barba? Que raio de absurdo...

The War of the Worlds - H. G. Wells

Demorou algum tempo. Se procurarem a minha última crítica literária neste blogue terão uma ideia de quanto tempo demorei a ler este livro. E é pequeno. E é em inglês. Mas essa não é a razão principal. Tudo depende do tipo de inglês. Além disso, tive várias confusões neste intervalo que atrasaram o processo. Mas chega de desculpas, e avante com os comentários. A minha principal dificuldade ao ler este livro foi contextualizar a história numa época. O livro diz claramente, fim do século XIX. Mas assim de cabeça, é-me difícil ter uma ideia. Que tipo de veículos se usavam (apenas puxados por cavalos?), que tipo de edifícios, que tipo de comboios... Depois, o livro tem alguns capítulos um pouco fora do contexto. Por exemplo, o narrador conta a saída do irmão de Londres. Embora concorde que possa servir para o leitor ter uma ideia da demanda de pessoas a abandonar a cidade, é contada com muito pormenor. E no final de toda a história, ficamos sem saber se este mesmo irmão se safou (deve ter s...

Crie o seu website... ou não...

É curioso que há quem não tenha medo de se iniciar num serviço ou profissão mesmo não estando à vontade na tarefa em causa. Mas a verdade é que se metem ao caminho, e alguns, têm sucesso. Não sei se é o caso desta empresa. Desejo-lhes o maior sucesso. Mas têm muito que aprender. Primeiro, devem aprender a língua em que vão gerir os conteúdos. Preço a partir de 100€ é uma frase correcta, agora com acento, já não é! Em relação ao design moderno e atractivo, também tenho as minhas dúvidas. Em primeiro lugar aquele "Joomla!" está com um fundo branco que fica muito mal na imagem em causa. Procurei no Google por joomla logo transparent e obtive logo um logótipo em png com fundo transparente. Em segundo lugar, a qualidade daquela imagem que usaram como cabeçalho da publicidade, é um jpeg que levou uma compressão demasiado alta para garantir um design atractivo...

Já não se fazem lugares de estacionamento como antigamente...

Mais um metro e já cabia... :)

Jornal de Notícias adopta.. a língua brasileira?

Tenho algumas dúvidas que os repórteres do Jornal de Notícias saibam ao certo o que é um reporte . Como imagino que não tenham tempo para verificar no dicionário, eu explico: é uma forma do verbo reportar , que em nada está relacionado com a criação de relatórios; ou é uma operação bancária, sobre títulos, ou é uma situação da bolsa. Ora, nenhum dos casos se adequa à reportagem em causa. O que os incultos jornalistas queriam dizer, era relatórios mensais , mas porque não uma tradução mais livre do memorando da Troika? Haja paciência...

Crise? Só em alguns sectores...

21 administradores! Haja dinheiro!

Jornal de Notícias faz futurismo!?

Para quem não conseguir ler, a legenda diz: Jorge Sousa dirigiu 30 jogos como árbitro principal na época 2011/2012.

Cepo profissional

Um profissional cepo, ou um cepo profissional. Eis a questão...

Preço baixo, qualidade baixa

Ia comprar uma caneta vermelha para corrigir exames. Pensei em optar por um par de canetas baratas (ou supostamente baratas), preço económico do Jumbo. Depois de ver esta imagem fiquei a pensar: bem, se nem sequer conseguem garantir a mesma quantidade de tinta, será que conseguem garantir que a tinta escreve? Ou será que é tão líquida, que vai desaparecer num instante? Bem, optei por não as comprar...

Eu sou um dos que não concorda(m)

Já por aqui escrevi muitas críticas a vários autores, tradutores, repórteres e outros, que cismam em utilizar a forma Eu sou um dos que não sabe... em vez da forma mais correcta, Eu sou um dos que não sabem ..., já que, a meu ver, o verbo deve estar de acordo com o sujeito, e neste exemplo, são vários os que não sabem (embora exista um especial, que é o próprio orador). Ora, um amigo da área das letras, fez-me chegar às mãos umas páginas de um documento, uma gramática (Cunha e Sintra, 1986) que transcrevo: Quando o relativo que vem antecedido das expressões um dos, uma das (+ substantivo), o verbo de que ele é sujeito vai para a terceira pessoa do plural ou, mais raramente, para a terceira pessoa do singular: És um dos raros homens que têm o mundo nas mãos. (Augusto Abelaria, NC, 121) Umas das coisas que mais me impressionam é a terrível carreira em que nos excedemos. (Gilberto Amado, TL, 8.) Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a originalidade e importância da literatur...

Uma não tão pequena introdução ao LaTeX2e

Depois de quase 4 anos sem actualizações na tradução oficial do The not so short introduction to LaTeX 2e , finalmente tive algum tempo. E eis que a tradução da versão 5.01 está disponível. Podem ir buscar o PDF actualizado ao sítio do costume . Brevemente estará disponível no CTAN. Actualização: tal como o autor da versão original, coloquei a versão portuguesa disponível no lulu.com, para quem quiser comprar uma versão impressa e encadernada de qualidade. Se pretenderem comprá-lo, visitem " a minha loja " . Também aceito propostas de capa para as próximas edições (não tenho grande jeito para essas coisas).

Cepo a dobrar...

Ora, não bastava estacionar no lugar reservado para deficientes, tinha de estacionar nos DOIS lugares para deficientes. Há quem não tenha o mínimo de sentido de responsabilidade.

Publicidade Enganosa

A BMW está a tentar que alguém lhes ponha um processo em tribunal por cancro de pele. Não é muito difícil. Desde quando é que a exposição ao sol faz bem? Sim, ou pequenas quantidades, e não, não a conduzir horas ao sol.

Mais um cepo, e um cepo de imitação...

O cepo dono do Bê Eme chegou primeiro, e como tem um carro de milhares de Euros, tem de estacionar bem no centro, não vá estragar as portas. O cepo joaninha vermelha, chegou depois, e quis imitar. Olha que bem estacionados que estamos!

Mais um que estaciona que nem um cepo...

sem comentários

RTP e o acordo ortográfico

Eu sei que não se lê muito bem, pelo que transcrevo: "Trinta e sete anos depois do 25 de Abril aldeia têm água canalizada". Esta notícia demorou uns minutos, durante esses minutos esta legenda foi substituída por outra, e voltou a aparecer, mas a RTP não foi capaz de corrigir a frase. Será que sou eu que ainda não estou adaptado ao novo acordo ortográfico?

CP não cumpre Constituição Portuguesa

É verdade, a CP, Comboios de Portugal, não cumpre a Constituição da República Portuguesa, mais concretamente, o ponto 2 do artigo décimo terceiro, onde se lê: 2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo , raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual. Ora, então, o que se passa? Se o cidadão em questão for detentor de um pénis, poderá usar livremente e gratuitamente os urinóis das casas de banho da estação de Campanhã. Se, por sua vez, for detentor de uma vagina, e por isso necessitar de visitar um cubículo para poder urinar, terá de pagar a módica quantia de cinquenta cêntimos. Embora já me repugne que uma empresa tenha casas de banho pagas, o facto de nos comboios suburbanos não haver uma casa de banho (e note-se que uma viagem Braga -- Porto ou Guimarães -- Porto ultrapassa a...

Bem me parecia que havia mais sexos...

Ooops, esqueci de apontar outro erro, ás vs às . Mas tenho a certeza que vem já a correr um novo acordo ortográfico para facilitar a vida a quem não quer aprender a nossa língua.

Há que aprender a partir...

Sara Mago

Cliquem para ler...

As mentiras do Pingo Doce

Ora, fui ao Pingo Doce... e paguei com quê? Dinheiro? Não! Cheque? Também não! Com cartão! No entanto... Depois de pagar, tal como a lei prevê, deram-me um comprovativo de compra. Não, não foi de um livro de recibos, dos típicos do século passado, mas sim um talão. E no entanto... Ora, se os zero por cento de talões e de cartões demonstram que não são tão redondos como se supunha, pergunto-me se o zero dos aumentos será assim tão verídico...

Homenagem a Artur Agostinho

Não podia deixar passar esta data sem uma homenagem sentida ao Artur Agostinho, que hoje se despediu de nós. Fica aqui expressa toda a minha admiração.

Magoas a língua portuguesa

Mais publicidade a transpirar erros ortográficos. Neste caso alguém já tentou corrigir, adicionando acentos à palavra "magoas", e a corrigir a direcção do acento grave. Mas esqueceram-se de corrigir os erros sintácticos. Ora, eu não falto festas , eu falto a festas . Logo, o texto da segunda linha devia ser A festa A que tu não podes faltar .

Um verbo dava algum jeito...

Depois do Saramago inovar, escrevendo romances com deficiência no uso da pontuação, a SIC tenta seguir-lhe as pisadas escrevendo sem verbos. Se alguém me conseguir explicar o significado da frase com fundo branco, eu agradeço.

Problemas de Concordâncias

A revista de domingo do Jornal de Notícias continua a ter problemas de concordância. Não me chocaria no meio de um texto, que só algumas pessoas lêem. Quando é um título de uma notícia, já não é bem a mesma coisa, e as desculpas perdem-se. Ou então estavam todos tão embrenhados a fazer experiências sobre o dito acto sexual.

Pêndulo de Foucault

Devo começar por dizer que este é o meu terceiro livro do Umberto Eco que leio. Comecei pelo Nome da Rosa , e seguiu-se-lhe o Baudolino . Gostei bastante de ambos os livros. Embora de tipos muito diferentes, ambos com muita qualidade. Este, o Pêndulo de Foucault saiu-me completamente ao lado. Em primeiro lugar, a tradução está uma miséria. Não conheço o livro original (que imagino tenha sido escrito em Italiano) e portanto não sei até que ponto o tradutor da DIFEL seguiu um processo de tradução linear (são ambas línguas latinas) ou não. Mas o certo, é que a tradução está muito má. Começa por não se traduzir um conjunto de termos informáticos, como file , filename , word processor que não têm qualquer explicação para não terem sido traduzidos pelas equivalentes traduções portuguesas, ficheiro , nome do ficheiro e processador de texto . Se estiveram atentos na leitura deste parágrafo, devem estar a dizer que se o Humberto Eco usou as palavras em inglês, então a tradução t...

Já não se fazem destes trabalhos

Dois detalhes e toda a janela da sede do IPCA (Instituto Politécnico do Cávado e Ave) em Barcelos. Como digo no título, já não se vêem trabalhos destes.

Heresia (J. S. Parris)

Ontem terminei a leitura do livro Heresia, de S. J. Parris. É curioso que estive durante todo o livro confiante que o autor deste livro era o mesmo de um outro que terminei em Dezembro: Dissolução . Mas não, o outro foi escrito por C. J. Sansom . Mas existem algumas semelhanças. Ambos relatam histórias que se passam em Inglaterra na altura da criação da religião Anglicana. Ambos têm um fraquinho (grande) por defender a religião Anglicana e atribuir todo o tipo de pecados aos papistas , e padres católicos. Esta tendencia deixa-me algo inconfortável na leitura deste livro. Acho que cada vez mais nos devíamos dedicar a escrever na expectativa da reunião das religiões. É que por mais ateu que o autor seja, é importante destruir os muros entre as religiões. Há outras coisas mais importantes a discutir (sei lá, as situações políticas) do que as crenças pessoais. Passando ao assunto principal deste post , o que posso dizer sobre o livro que não retire o interesse de um futuro leitor? O texto ...

Já se fazem cobertores para isto?

As coisas para que fazem capas! Ainda para mais eléctricas!

Linda... muito Linda

Esta era uma mensagem na minha pasta de Spam. Não sei o que mais comentar em relação a este post. Sem palavras!

A Cartinteirasinha

Tres irmãs viviam do seu trabalho. Estando ellas um dia questionando qual era a mais habilidosa, diz a mais velha: --Eu tenho habilidade de fazer uma camisa da pelle de casca de ovo para o rei. --E eu atrevia-me a fazer-lhe umas calças de uma casca de amendoa verde. Disse a terceira: --E eu atrevia-me a ter trez filhos do rei sem elle o saber. Deu-se o caso do rei ter passado por ali na occasião d'esta conversa, e logo pediu licença para entrar. Disse que tinha ouvido isto assim e assim, e que ordenava que ellas lhe mostrassem as suas habilidades. A mais nova respondeu-lhe que isso dependia de tempo emquanto á sua parte, e o rei partiu dizendo-lhe que não deixasse perder a occasião. As duas irmãs ficaram penalisadas com a aposta da mais nova, mas trataram de desempenhar-se da sua promessa. Soube a mais nova que o rei sahia da côrte e ia estar um anno em Bule; pediu então dinheiro emprestado ás irmãs, comprou rico vestidos, e apresentou-se em Bule sem que o rei a conhecesse. Ao fim ...

Cabellos de Ouro

Um homem e a sua mulher tinham dois filhos, mas não tinham que lhes dar a comer; uma noite estando já deitados ouviu o pequeno estarem dizendo: --É necessario matar um d'estes filhos, porque não podemos com tanta familia. O pequeno acordou a irmãsinha, contou-lhe tudo e botaram a fugir de casa. Foram andando noite e dia, e já muito longe o rapazinho cansado deitou-se no chão e adormeceu com a cabeça no regaço da irmã. Passaram por ali trez fadas, e vendo a criança, deram-lhe trez dons: Que fosse a cara mais linda do mundo; Que quando se penteasse deitasse ouro dos cabellos; Que tivesse as mais raras prendas de mãos. Assim que o pequeno acordou, pozeram-se outra vez a caminho, e foram dar a casa de uma velha muito feia, que os recolheu. Passaram-se annos, e um dia que o rapaz quiz dinheiro, a irmã penteou-se, e elle levou o ouro para vender na cidade. O ourives que lh'o comprou ficou desconfiado, perguntou ao rapaz como é que arranjava aquelle ouro, mas não quiz acreditar tudo q...

O Ovo e o Brilhante

Havia uma mulher, que tinha uma filha e uma enteada; estavam sósinhas em casa, uma sempre na cosinha, muito maltratada, e a outra sempre pêrra e soberba de janella. Passou uma velhinha, e pediu se lhe davam alguma cousa. Disse a soberba: --Vá-se embora, tia, que não ha pão cosido. A outra disse: --Não tenho que lhe dar; só se fôr este ovo fresco que pôz agora a gallinha. E deu o ovo á velhinha. A velhinha quebrou-o, e dentro do ovo estava uma grande pedra preciosa, que era um brilhante; pegou n'elle e deu-o á menina. --Trazei sempre essa pedra ao pescoço, que emquanto andares com ella haveisde ter todas as felicidades. A pequena pôz a pedra ao pescoço. A irmã, com inveja, foi tambem buscar um ovo, e deu-o á velhinha. Ela disse que o partisse pela sua mão; assim fez, e rebentou o ovo chôco, que tresandava de mau cheiro e a cobriu de porcaria pela cara e pelas mãos. A velhinha foi-se embora. Aconteceu passar por ali o rei, e viu aquella menina com a pedra ao pescoço, e achou-a tão li...

Problemas nas eleições

Terá sido este o problema com os servidores do cartão do cidadão no último domingo? Hehehehe!

A Madrasta

Uma mulher tinha uma filha muito feia e uma enteada bonita como o sol; com inveja tratava-a muito mal, e quando as duas pequenas iam com uma vaquinha para o monte, á filha dava-lhe um cestinho com ovos cosidos, biscoutos e figos, e á enteada dava-lhe côdeas de brôa bolorentas, e não passava dia algum sem lhe dar muita pancada. Estavam uma vez no monte e passou uma velha que era fada, e chegou-se a ellas e disse: --Se as meninas me dessem um bocadinho da sua merenda? estou a cair com fome. A pequena que era bonita e enteada da mulher ruim deu-lhe logo da sua coinha de brôa; a pequena feia, que tinha o cestinho cheio de cousas boas, começou a comer e não lhe quiz dar nada. A fada quiz-lhe dar um castigo, e fez com que ella feia ficasse com a formosura da bonita; e que a bonita ficasse em seu logar, com a cara feia. Mas as duas pequenas não o souberam; feiu a noite e foram para casa. A mulher ruim, que tratava muito mal a enteada que era bonita, veiu-lhes sair ao caminho, porque já era mu...

O Sapatinho de Setim

Era uma vez um homem viuvo e tinha uma filha; mandava-a á escola de uma mestra que a tratava muito bem e lhe dava sopinhas de mel. Quando a pequenita vinha para casa, pedia ao pae que casasse com a mestra, porque ella era muito sua amiga. O pae respondia: --Pois queres que case com a tua mestra? mas olha que ella hoje te dá sopinhas de mel, e algum dia t'as dará de fel. Tanto teimou, que o pae casou com a mestra; ao fim de um anno teve ella uma menina, e tomou desde então grande birra contra a enteada, porque era mais bonita do que a filha. Quando o pae morreu é que os tormentos da madrasta passaram as marcas. A pobre da criança tinha uma vaquinha que era toda a sua estimação; quando ia para o monte, a madrasta dava-lhe uma bilha de agua e um pão, ameaçando-a com pancadas se ella não trouxesse outra vez tudo como tinha levado. A vaquinha com os pausinhos tirava o miolo do pão para a menina comer, e quando bebia agua tornava a encher-lhe a bilha com a sua baba. D'este feitio eng...