Avançar para o conteúdo principal

Noite sobre as águas

A minha última leitura foi o meu primeiro livro deste autor (Ken Follett).  Não o comprei (requisitei numa biblioteca), e não o compraria, já que não tinha qualquer informação sobre o autor. A única coisa que me podia tentar é um extracto de um comentário sobre o livro publicado algures, e que diz que a obra é comparável ao Crime no Expresso Oriente, de Agatha Christie. Ora, eu ainda não li o Crime no Expresso Oriente (embora já o tenha comprado), mas pelo que conheço da obra de Agatha Christie, este Noite sobre as Águas deverá estar a milhas de distâncias. Nota importante, não acreditar nestes comentários que comparam obras. O mais certo é não corresponderem à verdade.

Ora, a única semelhança que encontro, é que o Noite sobre as Águas descreve uma viagem, de Inglaterra para os Estados Unidos, no tempo em que essa viagem demorava mais de 24 horas; e imagino que o Crime no Expresso Oriente, descreva uma história que decorre durante a viagem do dito comboio.

O livro não deixa de ser interessante. São apresentados todos (ou, digamos, os principais) passageiros deste voo, não com um ou dois parágrafos, mas com um pouco da sua vida antes desta viagem, e a razão que despoleta a viagem. Não que essa razão seja relevante, na maior parte dos casos, para a história descrita, mas faz com que o leitor sinta que conhece melhor os intervenientes na história.

Grande parte do livro é relativamente calmo. Vai descrevendo a viagem e pouco mais. São poucos os detalhes relativos à história principal (do tipo policial). Só aparecem a mais de três quartos do livro. Depois, o autor cisma em descrever encontros sexuais. Não que tal me choque, me desagrade, ou me agrade. É-me irrelevante. Mas num livro de 500 páginas são descritas quatro ou cinco cenas eróticas/sexuais, que nada são relevantes para a história. Mas é provável que este tipo de prosa seja o que actualmente vende.

Em relação à escrita (e/ou tradução), é correcta, e não me surgiu nenhum erro durante toda a leitura, o que é estranho... como devem imaginar... dados os meus comentários prévios a outros livros. Leitura fácil de seguir, diálogos bem explicados (só numa situação tive de reler para perceber ao certo tem falava). No entanto, a história não foi capaz de me cativar e prender ao livro.

Não é de todo um livro excepcional, mas também não é um livro mau. Numa escala de 1 a 10 (tipo IMDB) daria uma classificação de 7.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vila Nova de Famalicão sem Cinema

Vila Nova de Famalicão nasceu numa encruzilhada, entre Braga, Porto, Barcelos, Guimarães, todas cidades seculares. Nesta encruzilhada foi surgindo a necessidade de pernoitar, surgiram os caminhos de ferro, a indústria dos relógios, na já falecida "A Boa Reguladora", e, pouco a pouco, a cidade surgiu. Originalmente tínhamos um teatro, o Cine-Teatro Augusto Correia. Pelo nome já depreendem que tinha uma sala polivalente, que permitia assistir a cinema ou a teatro. Com o tempo surgiu a mania dos Shoppings , e o Shopping Town , único da cidade que merece tal nome, abriu, incluindo um cinema. O Cine-Teatro Augusto Correia foi ficando velho e mais tarde fechou (entretanto demolido, e já oupado por novo prédio habitacional). Este cinema, no Shopping Town foi-se aguentando. É verdade que um cinema numa cidade pequena não pode ter grande variedade de filmes (fica demasiado caro). Mas os filmes mais falados acabavam por passar em Famalicão. Entretanto, eis que surgem os hipermercados,...

Volta... uma confusão

  O estado está a iniciar o processo de colocar máquinas por todo o país para a recolha e reciclagem de embalagens de plástico. A iniciativa assenta na ideia de acrescentar 10 cêntimos ao preço de todos os produtos abrangidos, que serão devolvidos se o consumidor entregar as embalagens vazias numa destas máquinas. A ideia começa mal logo de início, já que as embalagens têm, neste momento, um custo, que o consumidor já está a custear. Veja-se um exemplo de uma garrafa de água. Não me parece que a garrafa seja gratuita para o vendedor da água. Se estamos a pagar por uma garrafa, não devíamos receber esse mesmo valor ao devolvê-la? Não sei qual o custo, que poderá ser até menor que os 10 cêntimos previstos. Mas permitiria que o custo não aumentasse tanto (de 30 cêntimos para 40 cêntimos é um aumento de 33%). É verdade que este valor é devolvido, sob a necessidade do consumidor se deslocar até uma destas máquinas, e esperar na fila para despachar as ditas garrafas. Para além da id...

Incoerências ou falta de conhecimentos lógicos

Infelizmente estou a ler o livro " Desenvolvimento de Sistemas de Informação ", de Filomena Lopes , Maria Morais e Armando Carvalho , da FCA, Editora de Informática. O "Infelizmente" porque a minha opinião até ao momento é de que o conceito de DSI é mais treta do que quaquer outra coisa relevante. Mas não é isso que quero discutir, porque os meus conhecimentos de causa ainda são poucos. O que quero aqui referir é a falta de análise lógica dos autores. Algures na discussão de informação, organização e sistema de informação, afirmam: Poder-se-á dizer que não há organização sem informação, nem sistema de informação sem informação e, consequentemente, não há organização sem sistema de informação. Ora, transformemos esta afirmação em lógica de primeira ordem: (~ informação => ~ organização) e (~ informação => ~ sistema informação) então (~ sistema informação => ~organização) Simplificando, P = ((~A => ~B) /\ (~A => ~C)) => (~C => ~B). Construamos a ...