sexta-feira, 6 de julho de 2018

O último homem - #2 Ciclos


Seguindo o primeiro volume, a história continua sem grande suspense neste segundo volume. É certo que a ilustração é muito boa, mas o argumento perde-se um pouco neste volume. Talvez seja mesmo esse o objetivo, engonhar um pouco, e daí o título "ciclos". A continuar a leitura em breve.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Nissan Leaf (2018)

Como sabem, tenho um Nissan Pulsar. Na altura ponderei um Nissan Leaf. Mas para além da diferença de preço acentuada, tinha o problema de ser mais feio que uma bruxa em dia mau.

Desde que o novo Nissan Leaf foi anunciado que ando babado para fazer um test-drive. Primeiro porque o carro é lindo, e por outro, por causa do novo sistema que permite a condução apenas com um pedal.

O que mais me confundia (mas também não fui procurar, para me esclarecer) era como seria conduzir com um único pedal, especialmente quando precisasse de uma travagem brusca. Mas ao contrário do que eu supunha do pouco que tinha lido, o carro continua com o pedal do travão, e o modo de condução que é iniciado por omissão é semelhante à de um carro com mudanças automáticas.

No entanto, ao ativar o modo de condução só com um pedal, carregar nele acelera, e retirar o pé, trava. Ao ponto de, se retirarmos completamente o pé, o carro para. Nomeadamente, se estiverem numa subida íngreme, com este modo de condução ativo, e tirarem o pé, o carro para. É o célebre "mamã, sem mãos".

Também experimentei numa descida íngreme. Aí, o carro trava, mas não para completamente sem a ajuda do travão. E, claro, numa travagem brusca, o travão é sempre útil.

Para além disso, os interiores são confortáveis, tem espaço no lugar traseiro (mas que não se compara a um Pulsar... na verdade ainda não vi um carro que se compare ao Pulsar no que toca ao lugar traseiro) e uma bagageira jeitosa. 

Pena, mesmo, é que se encomendar agora só mo entregam em Fevereiro... com sorte. Ah.. e claro... o facto de não ter dinheiro para isso!

sábado, 5 de maio de 2018

O Último Homem - Um Mundo sem Homens


Confesso que, à parte dos célebres "Patinhas", e mais recentemente, "Astérix" e "Lucky Luke", nunca fui muito apreciador de Banda Desenhada (sem contar tiras, como Bartoon, Garfield, Mafalda, entre outros).

Decidi apostar nesta coleção, que o Público esteve (está e estará) a vender. São 8 volumes, de banda desenhada a cores, com desenho muito bom, um argumento relativamente atual e, embora se possa considerar um thriller ou drama, não faltam pequenas piadas. Confesso que, tendo apostado completamente às escuras, fiquei bem satisfeito (bem mais que com as histórias de Vallerian, de que escrevi há algum tempo).

A história é interessante, e bem contada. Ao contrário das BD a que estava habituado, nesta história não só o decorrer das ações varia do ponto de vista geográfico, como temporalmente.

Hei de continuar a ler os restantes volumes, embora com calma, já que os últimos dois ainda não foram disponibilizados para compra... 

sexta-feira, 4 de maio de 2018

O Caso do Cheque Fatídico (Erle Stanley Gardner)


Este é mais um dos livros das edições Brasil que a Wook esteve a oferecer aqui há tempos na compra de outros livros de bolso (novas edições). Ora, como se diz em bom português, "a cavalo dado não se olha o dente", pelo que nesse ponto de vista, o livro é bastante bom.

Mas não tendo em conta o preço, devo dizer que do ponto de vista de edição, o livro é bastante fraco, contendo vários erros. Nada de grave, mas que não é bonito de ver num livro editado.

Quanto à história, e sendo este o primeiro livro que leio deste autor, e do personagem principal, Perry Mason, que é relativamente bem conhecido. No entanto, acho o livro bastante morno. Só a mais de meio do livro é que a ação aquece, por assim dizer, e o leitor fica preso à história. Esperava que fosse antes!

Quanto ao caso, em si, é interessante, e as conclusões tiradas para absolver a ré são válidas e não extravagantes como são no caso do amigo Hercule Poirot, em que são apresentadas ao leitor apenas durante as últimas páginas no livro.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Introdução ao Desenvolvimento de Jogos com Unity


Hoje não vou comentar o conteúdo do livro, já que é uma obra minha. Depois de ter escrito, em parceria com o meu colega e amigo Ricardo Queirós, o livro Introdução ao Desenvolvimento de Jogos em Android, ganhei coragem para propor e escrever este outro, dedicado também ao desenvolvimento de jogos, mas usando o motor de jogo Unity.

Esta foi uma tarefa difícil. Comecei a escrita em Janeiro de 2017, e só consegui terminar em Dezembro. É evidente que os 12 meses não foram intensivos em escrita, mas é muito tempo. É muito tempo, especialmente, quando se pretende escrever sobre uma ferramenta que evolui muito depressa. Exemplo disso é que, quando iniciei a escrita, a versão atual do Unity era a 5.x, e quando terminei, estava a ficar disponível a versão 2017.3. Não pude, infelizmente, garantir uma atualização para esta versão, tendo o livro ficado pela versão 2017.1.

A abordagem é prática, num pequeno tutorial, para o desenvolvimento de um pequeno jogo. Inclui algumas das práticas mais usadas em jogos, com Unity, desde a animação de personagens, cálculo de caminhos, raycasting, corrotinas, física, colisões, etc.

Uma outra curiosidade em relação à escrita do livro foi o desafio (não sei se à FCA ou a mim mesmo) de publicar um livro escrito em LaTeX. Pois bem, não foi o primeiro. Sei que o meu ex-professor José Carlos Ramalho chegou a fazê-lo.  Mas não terá tido, de certeza, a minha paciência em colocar a aparência tão semelhante à versão do Microsoft Word, mas melhor. Este desafio fez com que, para além de escrever o livro, me dedicasse a aprender alguns segredos bem escondidos do LaTeX, que adorei. E também, que tenha poupado algumas dores de cabeça com o Word.

No final, estou muito satisfeito com o resultado. Agradeço a todos os envolvidos. E, embora já o tenha feito no próprio livro, agradeço à Sandra Correia e à Cláudia Cruz pelo apoio, por parte da FCA, e ao Frederico Gonçalves que me ofereceu a simpática formiga usada no jogo.

Podem comprá-lo nos sítios do costume:

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Maigret e a Condessa





Não há muito a dizer sobre esta obra. Para quem já leu Georges Simenon, já sabe o que espera. É o mesmo para quem lê Agatha Christie. Novos livros são semelhantes, em termos de escrita, apenas mudando as personagens, a história, e um pouco o contexto em que a história se desenrola.

Neste livro, o que me parece realmente interessante é esse mesmo contexto, ou ambiente, em que a história se desenrola, entre clubes de strip, bares, pubs e diferentes géneros de preferências sexuais (hetero/homo). Curiosamente, este ambiente é apenas contextual, e não interfere, de algum modo, com a história, que é mais ou menos transversal.

O que realmente me deixa desanimado é a qualidade da edição, edição essa que não deve ter tido qualquer ronda de revisão, dada a quantidade de erros ortográficos encontrados....

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A Cidade das Águas Movediças (Valerian #1)


Ora, cada volume desta coleção inclui duas histórias. A segunda história deste primeiro volume parece-me ainda menos interessante do que a primeira que, no mínimo, incluía algum humor. Esta, mais longa, leva o nosso herói a Nova Iorque, em 1983, ano em que decorreram situações trágicas que levaram à quase extinção da humanidade. Ora, estamos em 2017, e agora sim, estamos perto da extinção, com o Kim e o Donald, um de cada lado. Este é um problema típico da ficção datada: quando lá chegamos, vemos que nada se passa como suposto.

Mesmo ignorando essa questão histórica, não aprecio a forma como a história é contada e misturada com a ilustração. Parece-me que muitas vezes a ilustração é irrelevante, já que a história é contada com demasiado detalhe nos textos.

Sinto também falta de histórias laterais, coisas que em Lucky Luke ou Astérix aparecem aos pontapés, e ajudam ao desanuvio do leitor.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sonhos Maus (Valerian #0)


O Público tentou-me, e eu decidi comprar esta coleção de BD, do Valerian. Ainda só li a primeira história (Sonhos Maus). Não posso dizer que seja uma história que me tenha apaixonado. Gosto da forma de ilustração, mas a história, achei-a um pouco acelerada. Além de que o uso de ficção tem de ser bem pensada, o que não me parece ter sido o caso. Exemplo disso é que, na altura em que esta história se passa, é possível viajar no tempo e no espaço. É possível viajar para a época que se pretende... mas de repente... eis que Valerian chegou atrasado três dias. Mas afinal, é possível viajar no tempo, ou não? Isto é algo com que os autores nem sempre se preocupam: será que a tecnologia ou os "poderes especiais" das personagens vão tornar complicado o argumento? Neste caso, diria que sim.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Maigret e o Taberneiro (Georges Simenon)


Mais um livro de Simenon, com o Comissário Maigret como personagem principal, a tentar desvendar um assassinato. Neste livro o leitor nem precisa de tentar adivinhar quem será o assassino. A história é morna, descrevendo aos poucos as várias conversas com os vários possíveis assassinos, sem nunca haver real razão para o serem. Assim que um é encontrado, pois bem, é esse o assassino. Suponho que nesta história Simenon queria fazer o leitor pensar até que ponto um assassino pode o ser por maldade, ou de alguma forma, por um desenrolar de situações que o levem ao charco físico e mental.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Taxar os olhos dos consumidores

NOTA: Vendo esta informação pelo mesmo preço que ma venderam - não validei a informação. Alguém que saiba de fonte segura que a informação que indico é falsa, por favor, comente e esclareça a situação.

Pois bem, hoje fui a um Take-Away, e por aselhice minha, esqueci de levar sacos para trazer as caixas. Mesmo com a taxa verde, sobre os sacos de plástico, esse Take-Away nunca tinha deixado de oferecer sacos, razão que justifica a minha aselhice e esquecimento.

A surpresa foi quando, ao contrários dos restantes dias, me oferecem sacos de plástico, mas sem asas. Imaginem os sacos dos supermercados, da zona da fruta, transparentes, mas com plástico mais robusto, opaco, e com publicidade. Esses sacos são muito menos práticos, pelo que comentei com quem mos deu, ao que me responderam que assim não pagam taxa.

Brilhante.

Não li a legislação, mas considerando que esse facto é verídico, significa que a legislação está feita para taxar os sacos plásticos úteis, e que são facilmente reutilizáveis, porque são práticos, e de modo a permitir que se ofereçam sacos com a mesma quantidade de plástico, mas que não são práticos e que irão ser utilizados, com certeza, apenas uma vez.

A minha opinião sobre este assunto, é que não devemos ser, como se diz tipicamente, ser mais papistas que o papa. Há quem reclame dos sacos dos ditos legumes nos hipermercados não serem taxados. Mas a mim o que me chateia mesmo é que se legisle para ficar tudo na mesma. Na minha vida, apenas os hipermercados deixaram de oferecer sacos. De resto, continuo a recebê-los de forma gratuita em tantos outros estabelecimentos comerciais.


Este é só um dos exemplos da legislação Tuga, feita para taxar os olhos dos consumidores. Aparentemente o estado preocupa-se. Na verdade,não. Faz legislação que mais parece uma peneira.