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Vigésima nona edição!

Caríssimas editoras e livreiras, uma reedição de um livro não deve ser apenas uma reimpressão, com nova capa e nova tiragem. Deve ser vista como uma oportunidade de melhorarem um produto. Se ele vendeu ao ponto de precisarem de reeditar, é bom sinal. Mas não significa que o livro esteja perfeito, e cheio de erros.

Se há coisa que me aborrece seriamente é estar a ler um livro na sua quinta ou nona edição, e que está semeado de erros ortográficos e tipográficos.

Não me parece que fique tão caro pagar a um revisor para fazer uma leitura ao livro (assim como nós, vulgo leitores, detectamos erros, qualquer outro revisor irá detectar.. pelo menos alguns deles). E já ultrapassamos a era tipográfica em que uma prancha era caríssima. Estamos na era digital, e as alterações aos livros devem ser cada vez mais simples.

Se não acreditam que um revisor possa encontrar os erros perdidos, criem páginas em que os leitores possam submeter erros encontrados. Acredito que a maioria não o faça, mas terão uma surpresa ao constatar que muitos leitores têm prazer em garantir a qualidade das obras, e que terão todo o gosto em vos indicar passagens com necessidade de correcções.

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