Avançar para o conteúdo principal

Fugir ao Acidente

Hoje, vinha eu todo contente a conduzir, e a reclamar com o transito (sim, eu insulto condutores constantemente, embora me pareça que nunca ninguém me ouvir a insultar quem quer que seja), quando me lembrei de uma dúvida filosofal. Uma dúvida tão filosofal que, com certeza, não lembra nem ao Diabo! Mas é uma pena que assim seja, porque é uma questão pertinente.

De acordo com o código da estrada, um condutor deve, sempre que possível, evitar o acidente. Evitar o acidente é uma frase gira, mas com alguma ambiguidade. Então vejamos: imaginem aquele carro da imagem (encontrei a imagem no Google e confesso que fiquei todo contente, que com ela se torna muito mais simples explicar o meu ponto de vista). Bateu de frente com uma árvore. Terá sido por culpa dele, ou terá sido para fugir ao acidente?

Suponhamos que foi para fugir ao acidente e que, em vez de bater num outro carro que até era culpado no acidente, preferiu evitar o acidente e bateu na árvore. Pois bem, o condutor foi simpático já que não provocou um acidente com outro carro. No entanto, irá ter de pagar o arranjo do carro. Mesmo que use o seguro, com sorte vai agravar a jóia anual. Se, por outro lado, tivesse batido, mesmo com as confusões de declarações amigáveis e afins, se conseguisse provar a culpa do outro carro, então teria o arranjo pago, e o seguro em princípio não seria agravado.

A minha conclusão seria de que, cumprir o código não compensa. É provável que não tenha pensado bem no assunto, e algo me tenha escapado. Mas confesso que esta (e outras situações) me fazem pensar na adequação das regras e leis em vigor...

Comentários

Unknown disse…
Bem, acho que algumas coisas do código vão de encontro às leis de Deus Nosso Senhor Jesus Cristo, já que, segundo ele, mais vale nos "estragarmos" todos em pról do bem do outro (não sei se me faço entender...). Digo, mais vale nós nos mandarmos contra uma árvore sozinhos e termos de pagar td sozinhos e td mais, do que deixarmos que o outro seja culpado e sofra quando nós podemos evitar isso.

Ia-me atrever a dizer que isso era por causa das mentalidades tão fechadas e direccionadas pela religião do nosso país, mas o código da estrada não é igual em todo lado (ou muito semelhante)?
Alberto Simões disse…
Olá, Filipa.

Não tenho nada contra seguir as leis de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, já que até sou católico.

Mas há uma diferença entre ser bonzinho ou ser lorpa :)

Abraço!

Mensagens populares deste blogue

SCP anda mesmo por baixo...

No Jumbo de Famalicão, durante o Natal passado, havia autocarros do FCP, SLB e SCP à venda. Já há muito que os do FCP e do SLB esgotaram. Sobram os do SCP que até já estão em promoção. Isto demonstra que os sportinguistas estão em extinção: já não há crianças que acreditem no Pai Natal...

Incoerências ou falta de conhecimentos lógicos

Infelizmente estou a ler o livro " Desenvolvimento de Sistemas de Informação ", de Filomena Lopes , Maria Morais e Armando Carvalho , da FCA, Editora de Informática. O "Infelizmente" porque a minha opinião até ao momento é de que o conceito de DSI é mais treta do que quaquer outra coisa relevante. Mas não é isso que quero discutir, porque os meus conhecimentos de causa ainda são poucos. O que quero aqui referir é a falta de análise lógica dos autores. Algures na discussão de informação, organização e sistema de informação, afirmam: Poder-se-á dizer que não há organização sem informação, nem sistema de informação sem informação e, consequentemente, não há organização sem sistema de informação. Ora, transformemos esta afirmação em lógica de primeira ordem: (~ informação => ~ organização) e (~ informação => ~ sistema informação) então (~ sistema informação => ~organização) Simplificando, P = ((~A => ~B) /\ (~A => ~C)) => (~C => ~B). Construamos a ...