quarta-feira, 7 de maio de 2008

Fugir ao Acidente

Hoje, vinha eu todo contente a conduzir, e a reclamar com o transito (sim, eu insulto condutores constantemente, embora me pareça que nunca ninguém me ouvir a insultar quem quer que seja), quando me lembrei de uma dúvida filosofal. Uma dúvida tão filosofal que, com certeza, não lembra nem ao Diabo! Mas é uma pena que assim seja, porque é uma questão pertinente.

De acordo com o código da estrada, um condutor deve, sempre que possível, evitar o acidente. Evitar o acidente é uma frase gira, mas com alguma ambiguidade. Então vejamos: imaginem aquele carro da imagem (encontrei a imagem no Google e confesso que fiquei todo contente, que com ela se torna muito mais simples explicar o meu ponto de vista). Bateu de frente com uma árvore. Terá sido por culpa dele, ou terá sido para fugir ao acidente?

Suponhamos que foi para fugir ao acidente e que, em vez de bater num outro carro que até era culpado no acidente, preferiu evitar o acidente e bateu na árvore. Pois bem, o condutor foi simpático já que não provocou um acidente com outro carro. No entanto, irá ter de pagar o arranjo do carro. Mesmo que use o seguro, com sorte vai agravar a jóia anual. Se, por outro lado, tivesse batido, mesmo com as confusões de declarações amigáveis e afins, se conseguisse provar a culpa do outro carro, então teria o arranjo pago, e o seguro em princípio não seria agravado.

A minha conclusão seria de que, cumprir o código não compensa. É provável que não tenha pensado bem no assunto, e algo me tenha escapado. Mas confesso que esta (e outras situações) me fazem pensar na adequação das regras e leis em vigor...

2 comentários:

Filipa disse...

Bem, acho que algumas coisas do código vão de encontro às leis de Deus Nosso Senhor Jesus Cristo, já que, segundo ele, mais vale nos "estragarmos" todos em pról do bem do outro (não sei se me faço entender...). Digo, mais vale nós nos mandarmos contra uma árvore sozinhos e termos de pagar td sozinhos e td mais, do que deixarmos que o outro seja culpado e sofra quando nós podemos evitar isso.

Ia-me atrever a dizer que isso era por causa das mentalidades tão fechadas e direccionadas pela religião do nosso país, mas o código da estrada não é igual em todo lado (ou muito semelhante)?

Alberto Simões disse...

Olá, Filipa.

Não tenho nada contra seguir as leis de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, já que até sou católico.

Mas há uma diferença entre ser bonzinho ou ser lorpa :)

Abraço!