segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um Crime no Expresso Oriente - Agatha Christie

Este não é o primeiro livro que leio da Agatha Christie, nem sequer é o primeiro com Monsieur Hercule Poirot como personagem principal. Mas não há qualquer dúvida que esta é uma das obras mais populares. Não sei se apenas por já se ter feito um filme que o usa como argumento (com certeza que não, já que há uma série devota a Poirot), ou realmente pela forma usada para a escrita, ou mesmo a qualidade da escrita.

Embora o livro se desenlace como qualquer outro romance, está dividido quase de regra e esquadro em capítulos que se podem dizer relatórios policiais, ou depoimentos dos interrogatórios, com cada suspeito do crime.

A história desenrola-se num comboio, o Expresso Oriente, que fica preso na neve e, na mesma altura, se descobre um terrível assassinato. Poirot realiza as entrevistas e vai juntando dois mais dois até descobrir como o assassínio se desenrolou.

A forma como Agatha descreve as entrevistas, e como descreve a carruagem onde o crime se realizou (até é apresentada uma planta), fez-me apetecer (deve ser a minha mente geek a funcionar) escrever um programa Prolog, à espera que a máquina consiga descortinar o que se passou. Infelizmente, não é assim tão simples como naqueles passatempos em que se descrevem X pessoas, definindo relações binárias entre elas, com o objectivo de se adivinhar o nome das ditas pessoas. Neste livro isso não é possível porque há um conjunto de conhecimento contextual e de alguma análise psicológica realizada por Poirot, que não seriam fáceis de codificar.

Em relação à trama propriamente dita, é normal que o leitor consiga vislumbrar o que se vai passar, e como se desenrolaram os acontecimentos até certo ponto. Mas garanto que de qualquer modo sairá sempre surpreendido da leitura deste livro. Um policial como só Agatha Christie sabe escrever.

1 comentário:

Emilio de Freitas campos disse...

Na verdade, não sei se por preconceito ou mesmo falta de oportunidade, talvez não as tenha criado, nunca li um livro de Agatha Christie, e olha que já li muita oisa ruim, muito ruim mesmo. Da maneira que você descreve o trecho em questão, considero que fiquei bastente curioso e vou correr a livraria para adquirir um exemplar. Sei que não vou me arrepender pois jamais me arrependi de um livro lido e com certeza não será deste que em arrependerei. obrigado pela "dica".