sexta-feira, 9 de março de 2012

O Nome da Rosa - Umberto Eco

Este é, sem dúvida, o meu livro preferido. Foi lido há cerca de dez anos, numa ida ao Rio de Janeiro, Brasil. Por vezes fico na dúvida se gostei do livro pelo local onde li grande parte da história, ou se realmente gostei do que li.

Mas a verdade é que neste livro, Eco leva-nos a um imaginário que sempre me intrigou e fascinou. Por um lado, um mosteiro remoto, no alto de um monte. Por outro lado, uma biblioteca enorme, com livros raros e livros proibidos. Esta biblioteca vai tornar tornar-se ainda mais interessante quando, para além de biblioteca, passa também a ser um labirinto, um sítio de acção, mistério e, porque não, horror.

A juntar a estes factores, temos uma história que em tudo se assemelha a Holmes e o seu assistente Watson, ou Poirot e o seu fiel amigo. Aqui, também temos um detective (que embora frade, durante a história realiza actividades detectivescas), que se desloca com um ajudante, e também temos crimes que anseiam uma explicação.

Eco conta-nos esta história de um modo formidável, mas para além disso, descreve-nos locais, modos de vida, e até passagens históricas de um modo sublime.

Todo o mosteiro, biblioteca e igreja são descritos ao pormenor. E, em particular, a igreja, as suas imagens e talhas, são descritas em páginas a fio. Depois, Eco fala-nos no modo de vida dos frades, como transcreviam e traduziam livros, no célebre scriptorium. Mais uma vez, Eco faz-nos perder na magnificiência dos livros transcritos à mão decorados por brilhantes iluminuras.

Finalmente, e em relação ao contexto histórico, e tal como habitual nas obras de Eco, temos páginas e páginas com deambulações politico-religiosas que, embora ortogonais a toda a história, nos abrem o apetite para saber mais.

Não há muito mais que possa escrever sem cair na tentação de contar factos relevantes à história. Desafio todos os meus leitores a comprar, pedir emprestado, ou requisitar numa biblioteca, este livro. Acho que rapidamente o vão devorar, com muito gosto!

Sei que há um filme com esta história, que ainda não vi. Mas não é possível, de modo algum, transmitir toda esta magia e modo de escrita e descrição de Eco numa obra cinematográfica (sem menosprezar o filme, apenas realçar que há mais no livro que a história).

3 comentários:

Mosaico Vivo disse...

Alberto, eu já vi o filme e te digo que é bem fiel ao livro. Pode ver, garantia de que irá gostar....e no meio do filme a moça mostra os peitos.

Mosaico Vivo disse...

Alberto, eu já vi o filme e te digo que é bem fiel ao livro. Pode ver, garantia de que irá gostar....e no meio do filme a moça mostra os peitos.

Alberto Simões disse...

Irei ver, com certeza. E se há seios à mostra, mais uma razão para ver :) hehehe. Abraço.