Avançar para o conteúdo principal

Língua Traiçoeira

Dizem muitas e variadas vezes que a língua portuguesa é traiçoeira. O problema é ser uma língua (natural) e não uma linguagem (artificial). Ou seja, não existe uma definição clara de prioridades, associatividade ou inter-dependência.

Um exemplo simples (e que é a motivação para a minha escrita) é o termo agora popularizado de "papel higiénico reciclado". Pela gramática portuguesa, um adjectivo afecta o substantivo mais próximo. E como ocidentais que somos, lemos da esquerda para a direita. Logo, a associação natural é "(papel higiénico) reciclado", ou seja, estamos perante algo que teve como origem papel higiénico que, depois de usado (ou não) foi reciclado.

Ora, possivelmente o termo correcto deveria ser "papel reciclado higiénico", ou seja, papel que foi reciclado e tratado para ter a finalidade higiénica.

Isto demonstra que a língua natural não pode ser analisada formalmente, o que torna difícil todo o processo de processamento computacional da língua.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

SCP anda mesmo por baixo...

No Jumbo de Famalicão, durante o Natal passado, havia autocarros do FCP, SLB e SCP à venda. Já há muito que os do FCP e do SLB esgotaram. Sobram os do SCP que até já estão em promoção. Isto demonstra que os sportinguistas estão em extinção: já não há crianças que acreditem no Pai Natal...

Incoerências ou falta de conhecimentos lógicos

Infelizmente estou a ler o livro " Desenvolvimento de Sistemas de Informação ", de Filomena Lopes , Maria Morais e Armando Carvalho , da FCA, Editora de Informática. O "Infelizmente" porque a minha opinião até ao momento é de que o conceito de DSI é mais treta do que quaquer outra coisa relevante. Mas não é isso que quero discutir, porque os meus conhecimentos de causa ainda são poucos. O que quero aqui referir é a falta de análise lógica dos autores. Algures na discussão de informação, organização e sistema de informação, afirmam: Poder-se-á dizer que não há organização sem informação, nem sistema de informação sem informação e, consequentemente, não há organização sem sistema de informação. Ora, transformemos esta afirmação em lógica de primeira ordem: (~ informação => ~ organização) e (~ informação => ~ sistema informação) então (~ sistema informação => ~organização) Simplificando, P = ((~A => ~B) /\ (~A => ~C)) => (~C => ~B). Construamos a ...