Avançar para o conteúdo principal

The Restaurant at the End of the Universe

Ontem terminei a leitura do segundo volume a trilogia em cinco volumes do Hitchhiker's Guide to the Galaxy. Tenho alguma dificuldade em conseguir comparar a quantidade e/ou qualidade do disparate escrito neste volume com o anterior. Mas a verdade é que a história continua como no primeiro volume, de uma forma que não lembra nem ao Diabo!

Existem duas passagens que acho excepcionais neste volume. Se ainda não leram e não querem spoilers, não continuem a ler.

A primeira ocorre no dito restaurante no fim do universo. E aqui a passagem é excepcional não pela história em si, nem sequer por a comida vir até à mesa oferecer-se para ser comida (ahs, o meu lombo é muito tenro...), mas porque o restaurante não está numa ponta do universo, nem num vértice, nem nada que se pareça. O restaurante está temporalmente na altura em que o universo termina. Ou seja, coma a sua refeição vendo o universo a terminar. Assim que ele terminar, o espectáculo acaba. Os visitantes fazem uma viagem temporal para a sua época, e o restaurante faz uma pequena viagem temporal para pouco antes do universo ter terminado.

A segunda passagem é quando uma nave, cheia de indivíduos completamente redundantes num planeta (aqueles que não são importantes para que a vida ande para a frente, como sejam cabeleireiros, cineastas, políticos, etc) de despenha num planeta terra, ainda na sua época pré-histórica. Nomeadamente, antes de se inventar o fogo ou a roda. Quando um dos personagens principais do livro sugere que é muito simples inventar uma roda, um dos indivíduos que se despenhou nesse planeta (se bem me lembro, era uma analista de produto) pergunta: ah, é simples? Então diga-me, qual é a côr que uma roda deve ter?

Simplesmente brilhante.

Agora procuro um livro em Português para ser a próxima vítima. Volto ao terceiro volume desta trilogia depois. Agora preciso de um pequeno interrégono.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vila Nova de Famalicão sem Cinema

Vila Nova de Famalicão nasceu numa encruzilhada, entre Braga, Porto, Barcelos, Guimarães, todas cidades seculares. Nesta encruzilhada foi surgindo a necessidade de pernoitar, surgiram os caminhos de ferro, a indústria dos relógios, na já falecida "A Boa Reguladora", e, pouco a pouco, a cidade surgiu. Originalmente tínhamos um teatro, o Cine-Teatro Augusto Correia. Pelo nome já depreendem que tinha uma sala polivalente, que permitia assistir a cinema ou a teatro. Com o tempo surgiu a mania dos Shoppings , e o Shopping Town , único da cidade que merece tal nome, abriu, incluindo um cinema. O Cine-Teatro Augusto Correia foi ficando velho e mais tarde fechou (entretanto demolido, e já oupado por novo prédio habitacional). Este cinema, no Shopping Town foi-se aguentando. É verdade que um cinema numa cidade pequena não pode ter grande variedade de filmes (fica demasiado caro). Mas os filmes mais falados acabavam por passar em Famalicão. Entretanto, eis que surgem os hipermercados,...

Obesidade: uma doença?

    Tenho excesso de peso. É inegável. Mas a forma com que a sociedade, e em particular a comunidade médica, lida com isto, deixa-me frustrado. Sim,  gosto de comer, tenho uma vida sedentária, e preciso de mudar de hábitos. Isso é óbvio. Mas fazem ideia da dificuldade que é ter essa força de vontade. E não, um "tem de o fazer" não resolve nada. Para quem tem um metabolismo que queima calorias facilmente, isto deve parecer trivial. Comam menos, mexam-se mais, fim da conversa. Devem achar que passo o dia a comer. Muitas vezes nem é isso. Conheço gente que come barbaridades e continua magra. Não é o meu caso. O que me irrita é que a obesidade não é levada a sério, nomeadamente como uma doença. Pensa num fumador - tem adesivos de nicotina, medicação, acompanhamento psicológico, várias ferramentas. E quem tem peso extra: uma dieta num papel. É como dizer a um fumador "pronto, agora fumas só três vezes por dia, e daqui a quinze dias falamos". Já passei por vários nutri...

Uma Hora de Trânsito

Enviei este texto para os jornais locais, Diário do Minho e Correio do Minho. Nenhum dos quais se dignou, sequer, a responder o interesse (ou falta dele) pela publicação do texto. Assim sendo, aproveito para reavivar este blog, partilhando-o convosco.