Avançar para o conteúdo principal

Dune (Frank Herbert)

Demorou. Foi quase um ano. A culpa acima de tudo não foi do livro, mas de um conjunto de situações que me levaram a ter menos tempo para a leitura e que me atrapalharam, também, a vista. Disso já vos falei, e não vos maço mais.

Em relação ao livro, que li em Inglês, devo dizer que, mais uma vez, foi um desafio. Tal como a leitura de muitas das obras de Isaac Asimov (Foundation, por exemplo), ou do Douglas Adams (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy), muitas palavras não me faziam grande sentido. Felizmente neste, e ao contrário de outros tinha um glossário de alguns termos inventados para o universo da história. Mas por um lado na maior parte das vezes a preguiça de o ir consultar é maior, e por outro, nem sempre nos conseguimos lembrar, de uns dias para os outros, do significado destas palavras. Isto para não falar de outros termos que simplesmente não conheço.

Mas lá consegui chegar ao fim, e perceber a história. Não vos vou contar a história, é evidente. Apenas dizer que nos dois grandes capítulos (Dune e Profeta), o primeiro é claramente melhor (minha opinião). O Segundo, mais pequeno que o primeiro, acaba por descrever um espaço temporal maior, o que por si só já demonstra as principais diferenças. Sinto que o autor já estava, parece-me, cansado, e com alguma vontade de atalhar caminho. Não significa, porém, que seja mau, simplesmente pior do que a obra prima que tantos referem, que me levaram a esperar melhor.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vila Nova de Famalicão sem Cinema

Vila Nova de Famalicão nasceu numa encruzilhada, entre Braga, Porto, Barcelos, Guimarães, todas cidades seculares. Nesta encruzilhada foi surgindo a necessidade de pernoitar, surgiram os caminhos de ferro, a indústria dos relógios, na já falecida "A Boa Reguladora", e, pouco a pouco, a cidade surgiu. Originalmente tínhamos um teatro, o Cine-Teatro Augusto Correia. Pelo nome já depreendem que tinha uma sala polivalente, que permitia assistir a cinema ou a teatro. Com o tempo surgiu a mania dos Shoppings , e o Shopping Town , único da cidade que merece tal nome, abriu, incluindo um cinema. O Cine-Teatro Augusto Correia foi ficando velho e mais tarde fechou (entretanto demolido, e já oupado por novo prédio habitacional). Este cinema, no Shopping Town foi-se aguentando. É verdade que um cinema numa cidade pequena não pode ter grande variedade de filmes (fica demasiado caro). Mas os filmes mais falados acabavam por passar em Famalicão. Entretanto, eis que surgem os hipermercados,...

Incoerências ou falta de conhecimentos lógicos

Infelizmente estou a ler o livro " Desenvolvimento de Sistemas de Informação ", de Filomena Lopes , Maria Morais e Armando Carvalho , da FCA, Editora de Informática. O "Infelizmente" porque a minha opinião até ao momento é de que o conceito de DSI é mais treta do que quaquer outra coisa relevante. Mas não é isso que quero discutir, porque os meus conhecimentos de causa ainda são poucos. O que quero aqui referir é a falta de análise lógica dos autores. Algures na discussão de informação, organização e sistema de informação, afirmam: Poder-se-á dizer que não há organização sem informação, nem sistema de informação sem informação e, consequentemente, não há organização sem sistema de informação. Ora, transformemos esta afirmação em lógica de primeira ordem: (~ informação => ~ organização) e (~ informação => ~ sistema informação) então (~ sistema informação => ~organização) Simplificando, P = ((~A => ~B) /\ (~A => ~C)) => (~C => ~B). Construamos a ...

Uma Hora de Trânsito

Enviei este texto para os jornais locais, Diário do Minho e Correio do Minho. Nenhum dos quais se dignou, sequer, a responder o interesse (ou falta dele) pela publicação do texto. Assim sendo, aproveito para reavivar este blog, partilhando-o convosco.