Avançar para o conteúdo principal

É a crise...

Não lembra nem ao Diabo, mas estamos em Crise. Em tanta crise que hoje, em menos de 15 minutos vejo três Jaguares aqui em Vila Nova de Famalicão. Sim, não foi em Lisboa ou no Porto. Foi aqui numa cidadezeca. Dois do modelo que podem ver acima (um modelo recente, mas a matrícula não engana, e não tem mesmo mais de uns meses), e um outro um pouco mais antigo, mas igualmente caro.

O que gostava de saber é qual o prejuízo das empresas onde estes caramelos trabalham. Com sorte até vão declarar falência. E é da crise... é da crise que a comunicação social mostra. Será que ainda não viram que mais de metade dos despedimentos anunciados são por conveniência? Ah, e tal, estamos em crise... vão todos pensar que tivemos prejuízos, temos uma boa desculpa. Não, eu não duvido que haja crise. Mas acredito acima de tudo que mais de metade da crise não o é verdadeira. E qual é o problema? É que esta crise que não é verdadeira, acaba por afundar ainda mais a verdadeira crise.

Não sei onde isto vai ter... seja o que o Diabo não quiser...

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vila Nova de Famalicão sem Cinema

Vila Nova de Famalicão nasceu numa encruzilhada, entre Braga, Porto, Barcelos, Guimarães, todas cidades seculares. Nesta encruzilhada foi surgindo a necessidade de pernoitar, surgiram os caminhos de ferro, a indústria dos relógios, na já falecida "A Boa Reguladora", e, pouco a pouco, a cidade surgiu. Originalmente tínhamos um teatro, o Cine-Teatro Augusto Correia. Pelo nome já depreendem que tinha uma sala polivalente, que permitia assistir a cinema ou a teatro. Com o tempo surgiu a mania dos Shoppings , e o Shopping Town , único da cidade que merece tal nome, abriu, incluindo um cinema. O Cine-Teatro Augusto Correia foi ficando velho e mais tarde fechou (entretanto demolido, e já oupado por novo prédio habitacional). Este cinema, no Shopping Town foi-se aguentando. É verdade que um cinema numa cidade pequena não pode ter grande variedade de filmes (fica demasiado caro). Mas os filmes mais falados acabavam por passar em Famalicão. Entretanto, eis que surgem os hipermercados,...

Obesidade: uma doença?

    Tenho excesso de peso. É inegável. Mas a forma com que a sociedade, e em particular a comunidade médica, lida com isto, deixa-me frustrado. Sim,  gosto de comer, tenho uma vida sedentária, e preciso de mudar de hábitos. Isso é óbvio. Mas fazem ideia da dificuldade que é ter essa força de vontade. E não, um "tem de o fazer" não resolve nada. Para quem tem um metabolismo que queima calorias facilmente, isto deve parecer trivial. Comam menos, mexam-se mais, fim da conversa. Devem achar que passo o dia a comer. Muitas vezes nem é isso. Conheço gente que come barbaridades e continua magra. Não é o meu caso. O que me irrita é que a obesidade não é levada a sério, nomeadamente como uma doença. Pensa num fumador - tem adesivos de nicotina, medicação, acompanhamento psicológico, várias ferramentas. E quem tem peso extra: uma dieta num papel. É como dizer a um fumador "pronto, agora fumas só três vezes por dia, e daqui a quinze dias falamos". Já passei por vários nutri...

Uma Hora de Trânsito

Enviei este texto para os jornais locais, Diário do Minho e Correio do Minho. Nenhum dos quais se dignou, sequer, a responder o interesse (ou falta dele) pela publicação do texto. Assim sendo, aproveito para reavivar este blog, partilhando-o convosco.