Sem ser um dos melhores livros de Camilo, O que fazem mulheres é, dificilmente, o pior. Embora a história não seja de todo surpreendente (ora, romancista, escreve romances), a forma como Camilo interpõe capítulos filosóficos entre a história, conjecturando sobre a natureza humana, ou sobre a forma de pensar de homens e mulheres, não deixa de ser brilhante. A juntar os adjectivos cáusticos, sobre a rubincundez de um dos personagens, é um livro que se lê rapidamente e sem grande esforço. Se não gostaram de a queda de um anjo, dêem mais uma hipótese ao Camilo com esta obra. Se adoraram, como eu, os contos do Minho, leiam este que pouco atrás fica.
No combóio, entre estudantes universitárias, a analisar um telemóvel: - Não tem uma caneta para usar no ecrã? - Pode ser mesmo touch-scream.

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