Avançar para o conteúdo principal

Naked Heat - Richard Castle

Este é o segundo livro escrito pela personagem fictícia Richard Castle, um escritor que acompanha uma detective no seu dia a dia, como forma de se inspirar para os seus romances policiais. Suponho já ter explicado este assunto, até porque me lembro de ter divagado sobre quem seria o real autor, e de que forma não se importava de escrever sem que o seu nome aparecesse na ficha técnica. Por isso, passo já aos comentários relativos à obra propriamente dita.

Pois bem, do meu ponto de vista este segundo livro está bastante melhor que o primeiro: mais bem escrito, mais fácil de ler, e com uma história mais intrincada. Isto leva a que existam mais  personagens, com nomes que não me permitiram associar facilmente ao personagem em causa,  o que me obrigou, por vezes, a recuar no texto para perceber a quem o texto se referia. Possivelmente o facto de ter estado a ler o livro numa altura algo complicada da vida, em que se passavam alguns dias sem pegar no livro, também não ajudou.

Aparentemente, também diminuiu o número de cenas pouco relevantes para a história, e aumentou o tamanho de algumas descrições. Para vos dar uma ideia, há uma briga entre a personagem principal, Nikki Heat, e um assassino, que é descrita ao pormenor, durante mais de duas folhas, o que nos permite praticamente visualizar todos os detalhes dessa pancadaria de uma forma bastante real.

Em termos psicológicos, não me sinto tão cativado pelas personagens principais dos livros como acontece com as personagens da série Castle. Suponho que não estará apenas relacionado com o facto de, na série, termos uma cara, e um corpo, e uma forma de agir. Digo isto porque simpatizo com várias personagens apenas existentes em livro. Mas a verdade é que sinto a Nikki Heat demasiado superficial (ao contrário de Kate Becket, reservada) e o Rook demasiado convencido e, ao mesmo tempo ingénuo (talvez mais próximo do próprio Richard Castle, mas mesmo assim menos humilde que este). Mas é possível que estes dois personagens venham a crescer, de algum modo, nos próximos livros.

Por falar nisso, tenho de pensar em os encomendar. Ou alguém me quer oferecer um no meu aniversário, que se avizinha?

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vila Nova de Famalicão sem Cinema

Vila Nova de Famalicão nasceu numa encruzilhada, entre Braga, Porto, Barcelos, Guimarães, todas cidades seculares. Nesta encruzilhada foi surgindo a necessidade de pernoitar, surgiram os caminhos de ferro, a indústria dos relógios, na já falecida "A Boa Reguladora", e, pouco a pouco, a cidade surgiu. Originalmente tínhamos um teatro, o Cine-Teatro Augusto Correia. Pelo nome já depreendem que tinha uma sala polivalente, que permitia assistir a cinema ou a teatro. Com o tempo surgiu a mania dos Shoppings , e o Shopping Town , único da cidade que merece tal nome, abriu, incluindo um cinema. O Cine-Teatro Augusto Correia foi ficando velho e mais tarde fechou (entretanto demolido, e já oupado por novo prédio habitacional). Este cinema, no Shopping Town foi-se aguentando. É verdade que um cinema numa cidade pequena não pode ter grande variedade de filmes (fica demasiado caro). Mas os filmes mais falados acabavam por passar em Famalicão. Entretanto, eis que surgem os hipermercados,...

Incoerências ou falta de conhecimentos lógicos

Infelizmente estou a ler o livro " Desenvolvimento de Sistemas de Informação ", de Filomena Lopes , Maria Morais e Armando Carvalho , da FCA, Editora de Informática. O "Infelizmente" porque a minha opinião até ao momento é de que o conceito de DSI é mais treta do que quaquer outra coisa relevante. Mas não é isso que quero discutir, porque os meus conhecimentos de causa ainda são poucos. O que quero aqui referir é a falta de análise lógica dos autores. Algures na discussão de informação, organização e sistema de informação, afirmam: Poder-se-á dizer que não há organização sem informação, nem sistema de informação sem informação e, consequentemente, não há organização sem sistema de informação. Ora, transformemos esta afirmação em lógica de primeira ordem: (~ informação => ~ organização) e (~ informação => ~ sistema informação) então (~ sistema informação => ~organização) Simplificando, P = ((~A => ~B) /\ (~A => ~C)) => (~C => ~B). Construamos a ...

Volta... uma confusão

  O estado está a iniciar o processo de colocar máquinas por todo o país para a recolha e reciclagem de embalagens de plástico. A iniciativa assenta na ideia de acrescentar 10 cêntimos ao preço de todos os produtos abrangidos, que serão devolvidos se o consumidor entregar as embalagens vazias numa destas máquinas. A ideia começa mal logo de início, já que as embalagens têm, neste momento, um custo, que o consumidor já está a custear. Veja-se um exemplo de uma garrafa de água. Não me parece que a garrafa seja gratuita para o vendedor da água. Se estamos a pagar por uma garrafa, não devíamos receber esse mesmo valor ao devolvê-la? Não sei qual o custo, que poderá ser até menor que os 10 cêntimos previstos. Mas permitiria que o custo não aumentasse tanto (de 30 cêntimos para 40 cêntimos é um aumento de 33%). É verdade que este valor é devolvido, sob a necessidade do consumidor se deslocar até uma destas máquinas, e esperar na fila para despachar as ditas garrafas. Para além da id...