Já há algum tempo que me enerva ouvir dizer que "temos um nutricionista" que prepara a ementa. Isso não me sossega. Não porque não acredite que façam um bom serviço (embora tenha razões para duvidar), mas porque a cadeia de fornecimento é demasiado longa, até chegar ao utilizador. Isto acontece em escolas, hospitais, lares, e outras instituições. A ementa até está pública, afixada na parede, ou disponível na Internet. A ementa até tem o nome do nutricionista, e consta o número da sua cédula profissional. Mais uma vez, para a instituição, isto chega. Cumprir a ementa já é outra história... Consideremos um exemplo simples, retirado de uma ementa real,: "Bife de frango grelhado com massa espiral, salada (tomate, rúcula, cebola)". À primeira vista parece saudável. Mas não, há várias coisas a discutir. Onde estão delineadas as quantidades? Teremos meio prato de salada, como nos recomendam para uma refeição equilibrada? Ou teremos três rodelas de tomate, um aro de cebo...