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Casamentos homossexuais de Santo António

A discussão surgiu com um comunicado qualquer (não sei se verídico ou não) da câmara municipal de Lisboa, a dizer que os casais homossexuais poderiam concorrer para as vagas de casamentos civis a realizar na altura das festividades de Santo António, nos célebres casamentos de Santo António.

Evidentemente que logo a Igreja se chateou, e decidiu desbaratar. Pena é que não tenha desbaratado quando era lógico, ou seja, quando se sugeriu que existissem casamentos apenas por via civil (já há anos atrás). Ora, se nessa altura disseram amem, agora está na altura de engolirem em seco!

Do mesmo modo que para a Igreja é impensável dois homens ou duas mulheres contraírem matrimónio, também o é uma mulher e um homem passarem a fazer vida de casados sem passar pelo devido matrimónio. E, que eu saiba, não há uma graduação do que está errado ou certo.

Então, se decidiram aceitar o casamento civil nos casamentos de Santo António, está na hora de assumirem o erro, e aceitarem o casamento civil de Santo António de homossexuais. Como alternativa, deixem de permitir casamentos civis de Santo António como um todo.

Para terminar, fica um extracto de uma notícia do Jornal de Notícias que desmente o dito comunicado, mas que adiciona erros de Português, como já é apanágio dos jornalistas portugueses.

Comentários

Anónimo disse…
Meu caro.
1º O comunicado está no site da CML.
2º Sobre deixar há alguns anos que os casamentos civis, parece-lhe que o comunicado diz a verdade? Parece-lhe que a CML perguntou à Igreja: olhem o que acham de a câmara gastar dinheiro com aqueles que casam pelo civil ou que sejam hindus?
3º O comunicado diz que sempre isto foi acertado com a Igreja. Acha que a Igreja ia dizer que sim? O Senhor Perguntaria a alguém se pode gastar o seu dinheiro com alguma coisa? O dinheiro é seu faz o que quiser.
4º Finalmente há a secularização da Igreja, isso, sim. Porque este casamento entre a Igreja e a Câmara é ainda pior que os casamentos hindus de Santo António. Cada macaco no seu galho, como diz o provérbio.
Desculpe ser tão directo, mas a verdade tem que se repor em tudo.
Alberto Simões disse…
Caríssimo anónimo,

Eu nem me dei ao trabalho de consultar a página da CML. Não me interessa o que eles dizem :)

Agora, se a CML perguntou à Igreja alguma coisa, não precisa, evidentemente. Mas para que a CML tenha uma celebração católica precisa de um padre, padre este que faz parte da Igreja. Ou seja, a Igreja, na pessoa de um padre (que eu saiba, até nem costuma ser um padreco qualquer) aceitou celebrar o casamento sabendo que alguns dos convidados para os casamentos de Santo António não iriam a casamento católico.

Logo, o ponto 2 e 3 não são tão claros quanto possam parecer. Pelo menos é o meu ponto de vista.

Abraço

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