Já há algum tempo que me enerva ouvir dizer que "temos um nutricionista" que prepara a ementa. Isso não me sossega. Não porque não acredite que façam um bom serviço (embora tenha razões para duvidar), mas porque a cadeia de fornecimento é demasiado longa, até chegar ao utilizador. Isto acontece em escolas, hospitais, lares, e outras instituições. A ementa até está pública, afixada na parede, ou disponível na Internet. A ementa até tem o nome do nutricionista, e consta o número da sua cédula profissional. Mais uma vez, para a instituição, isto chega. Cumprir a ementa já é outra história... Consideremos um exemplo simples, retirado de uma ementa real,: "Bife de frango grelhado com massa espiral, salada (tomate, rúcula, cebola)". À primeira vista parece saudável. Mas não, há várias coisas a discutir. Onde estão delineadas as quantidades? Teremos meio prato de salada, como nos recomendam para uma refeição equilibrada? Ou teremos três rodelas de tomate, um aro de cebo...
(Este post é uma continuação de Andante: zonas e zoninhas ) Depois do episódio com a Andante, e para não continuar na discussão com a funcionária por e-mail, fiz o que qualquer consumidor devia fazer: escrevi no Livro de Reclamações Online. Descrevi o problema, a informação errada dada pelo apoio ao cliente, e a tentativa de encobrir essa informação com uma nova versão igualmente errada. Referi também a ausência de informação clara no site. Telefonaram-me. A senhora foi simpática, reconheceu que a zona certa era Z6, e confirmou que não existe qualquer ligação direta entre Lousado e o Aeroporto sem transbordo em Campanhã. Ou seja, o apoio ao cliente mentiu-me duas vezes: primeiro ao dizer que Z4 estava correto; depois ao inventar uma ligação direta que não existe, para justificar a resposta errada. Agradeceu a reclamação, indicando que só assim podem melhorar. Poucos minutos depois de desligar o telefone, chegou a resposta oficial: um pedido de desculpas frouxo, reconhec...