Eu gosto de conduzir, é verdade. Mas sei bem que não podemos andar todos de carro. Temos de andar de transportes públicos. Os próprios governantes dizem o mesmo. Um dos meios de transporte mais eficazes é o comboio. Tem uma via dedicada, não lida com o trânsito, e na sua maioria, pode usar energia elétrica. Nesse sentido, o governo até criou o célebre Passe Verde, que diminui o custo para convencer as pessoas de que o comboio é uma alternativa ao carro. Infelizmente, parece que a CP - Comboios de Portugal - tem outra filosofia. É preciso prestar um mau serviço, para que as pessoas se queixem, e o governo injete mais dinheiro. Desse modo, os gestores podem aumentar os seus vencimentos. Mas o serviço, esse, fica igual. Há que continuar a garantir o choradinho. Na minha experiência, ao usar os Urbanos do Porto, é que andam cheios, mesmo fora das horas de ponta. Muitos turistas visitam Braga e Guimarães a partir do Porto, mesmo no inverno, o que ajuda a manter os comboios com uma tax...
Já há algum tempo que me enerva ouvir dizer que "temos um nutricionista" que prepara a ementa. Isso não me sossega. Não porque não acredite que façam um bom serviço (embora tenha razões para duvidar), mas porque a cadeia de fornecimento é demasiado longa, até chegar ao utilizador. Isto acontece em escolas, hospitais, lares, e outras instituições. A ementa até está pública, afixada na parede, ou disponível na Internet. A ementa até tem o nome do nutricionista, e consta o número da sua cédula profissional. Mais uma vez, para a instituição, isto chega. Cumprir a ementa já é outra história... Consideremos um exemplo simples, retirado de uma ementa real,: "Bife de frango grelhado com massa espiral, salada (tomate, rúcula, cebola)". À primeira vista parece saudável. Mas não, há várias coisas a discutir. Onde estão delineadas as quantidades? Teremos meio prato de salada, como nos recomendam para uma refeição equilibrada? Ou teremos três rodelas de tomate, um aro de cebo...