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O Homem de Sampetersburgo

  Demorou-me bastante tempo a ler. Ao contrário de outras obras de Ken Follett, esta aproxima-se ao primeiro volume da trilogia "O Século", com uma história morna que, infelizmente, só aquece no final (não apenas pelo incêndio da história...). Na capa do livro tem algumas citações de jornais, em que alguém diz que é talvez a melhor obra de Ken Follett. Infelizmente não concordo. Não que seja mau, mas não é cativante. Tanto é que acabei por ir deixando o livro, sem o ler, e vendo algumas séries. Mas finalmente ganhei a coragem necessária para o acabar (até porque tenho vários outros que parecem interessantes na estante). A história volta a ser no passado, algures antes da segunda guerra mundial (espero não me estar a equivocar), e apresenta algumas questões de política internacional, misturada com algum (mas pouco) romance, e uma história com algum suspense ou acção.

A Queda dos Gigantes

Isto custou... para além deste livro ser enorme (praticamente 950 páginas), e de ser apenas o primeiro volume de uma trilogia, tive vários problemas durante esta temporada. Por um lado meti um outro livro a meio, como vos contei, por outro lado estive doente, noutra altura com demasiado trabalho, e o livro foi ficando para trás... Mas finalmente terminei. Não vou iniciar já o segundo volume, mas prometo que o hei de ler. Para já vou variar um pouco o tipo de leitura. Em relação ao livro propriamente dito, e começando pelo menos importante, gosto sempre de comentar a tradução e edição do livro na língua portuguesa. O tradutor fez um excelente trabalho, e os revisores também. Encontrei menos erros tipográficos neste livro do que em muitos de 100 páginas que já me passaram pela mão. Curiosamente, a coisa que menos gostei na tradução só aparece nas últimas páginas, a tradução do nome do Adolf Hitler como Adolfo Hitler. Concordo que a tradução do nome será essa, mas nenhum outro nome...

O Terceiro Gémeo (Ken Follet)

É verdade. De acordo com a sidebar cá do blog , eu devia estar a ler A Queda dos Gigantes , também de Ken Follet . Mas esse livro é tão portátil (com umas míseras 948 páginas) que optei por levar um outro numa viagem que fiz há cerca de um mês à Alemanha. E, para ser sincero, acabei por me esquecer de levar um livro, e comprei este no aeroporto. Não era caro (9 euro), é portátil (é um livro de bolso da Bertrand) e de um autor que conheço e gosto. Durante a viagem li mais de metade, e optei por no início das férias terminar a sua leitura, para agora voltar ao A Queda dos Gigantes. O que vos posso dizer sobre este livro: para começar, a edição da Bertrand está muito boa. Confesso que só encontrei três ou quatro gralhas, tipicamente de uma palavra (tipo um artigo) em falta. Nada de muito grave. Claro que não estive à procura das gralhas, mas costumo dar bem com elas. Em relação à história, segue a linha habitual de Follet. Tudo começa com um conjunto de personagens díspares e, a ...

Os Pilares da Terra - Ken Follet

Uma obra monumental são as primeiras palavras que me vêm à cabeça para descrever esta obra. A história cobre mais de cinco décadas, cruzando a vida de mais de duas dezenas de pessoas. É, sem qualquer sobre de dúvidas, uma das principais características da escrita de Ken Follet: a facilidade com que consegue ligar e entre-cruzar histórias. À primeira vista parecem acasos, histórias soltas. Aos poucos, as personagens voltam a encontrar-se: uma, duas e mais vezes, tecendo uma história coerente e bem contada. Com estas características não admira que esta obra tenha sido a base de uma mini-série televisiva de oito episódios. A história decorre à volta da construção de uma catedral. Dado o título da obra, e os primeiros capítulos, parece-nos que Follet colocou como centro da história essa construção, e que nos conta a história da sua construção. Mas não. Aos poucos vamos chegando à conclusão que é apenas um pretexto, uma forma de permitir juntar as personagens. E também, claro está, p...

Os Pilares da Terra (Ken Follett) - Vol I

É certo que a história é apenas uma, e que a divisão em volumes é puramente funcional (tornar possível a impressão e encadernação do livro), e não como, por exemplo, O Senhor dos Anéis em que, embora a história continue, cada livro tem um final minimamente estanque. Mas para não vos deixar tanto tempo à espera, preferi apresentar aqui uma pequena revisão do primeiro volume de Os Pilares da Terra , uma obra em dois volumes de Ken Follett , publicado em Portugal pela Editorial Presença. A história é referente à idade média, e portanto, considerável com romance histórico. Romance neste contexto, apenas porque em Portugal é típico denominar por Romance toda a literatura. Claro que existe romance, mas a percentagem relativa ao resto da história não é suficiente para que se denomine (a meu ver) a obra como romance puro e duro. O livro está muito bem escrito. Não estou a ler a versão original, como vêm pela capa, mas a versão traduzida. Não posso dizer de que modo a escrita de Ken Fol...