Esta é a quarta obra que leio de Eco e, ao lê-la, a principal questão que me vinha à ideia era: mas será que este homem não consegue escrever uma história que não meta a religião ao barulho? O primeiro livro, O Nome da Rosa , é provavelmente a obra em que a relação com a religião é menos relevante para a história. Mas em todos os outros a religião (seja ela a católica ou outra qualquer) é parte importante no decorrer da narrativa. Se por alguma razão milagrosa este texto chegar aos olhos do Eco, desafio-o a escrever uma obra sem a mínima referência a uma religião. Sempre quero ver se é capaz... Mas voltando ao livro, e à sua história: o livro é-nos apresentado de uma forma invulgar. Funciona quase como um diário em que o narrador nos conta as suas aventuras. Interessante também é o facto deste diário, pessoal, ser escrito por duas pessoas com formas de pensar e agir diferentes, mas em que as respectivas vidas se cruzam de uma forma bastante peculiar. E na arte de contar histórias d...